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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Jornal Folclore / Fevereiro 2008 - Sumário da Edição N.º 144

Edição N.º 144 (Fevereiro 2008)
www.jornalfolclore.blogspot.com


Nota Editorial
- Falsas chamadas [da Federação do Folclore Português]


Editorial
- A apatia


Destaques
- Estudo sobre a dança folclórica no Algarve recebeu prémio internacional
- Estudantes do Algarve pouco receptivos à dança folclórica


Reportagens
- Grupo Folclórico da Ereira (Montemor-o-Velho)
- Rancho “Os Camponeses” de Riachos iniciou as comemorações das Bodas de Ouro
- Presidente da República e o Primeiro Ministro ouviram cantar as Janeiras


Notícias
- O Grupo Académico de Danças Ribatejanas distingue o Jornal Folclore como Sócio de Mérito
- Charolas do Algarve exibiram-se em Faro
- Mau tempo fez cancelar espera do Reis Magos em Coimbra
- Homenagem ao Comendador Augusto Gomes dos Santos, Presidente Honorário da Federação do Folclore Português, na Barra Cheia, 2 de Março
- Festival Internacional dos Açores já ostenta a certificação do CIOFF
- Governo reduz porte-pago em 35% no ano 2007
- Etnográfico de Coimbra fez reviver os cânticos do ciclo Natalício
- Janeiras cantaram-se porta a porta na Cortelha
- Grupo Semente, de Esmojães, cantou as Janeiras
- Encontro de Cantadores de Janeiras em Santa Maria da Feira
- Adé Caldeira fixa residência na Venezuela
- “Cancioneiro de Cantanhede” : lançamento da primeira pedra da nova sede assinalará as Bodas de Prata
- Rancho Rosas do Lena prepara comemorações do 45.º aniversário
- Luso-franceses recolhem folclore em Almeirim para representar em França


Opinião
- Os últimos informadores, por Vieira de Brito (Angra do Heroísmo)


Esfinge
- Em bicos de pés, pelo Dr. Aurélio Lopes


Inovação / Tradição
- O rigor, pelo Eng.º Manuel Farias


Bibliografia
- Pampilhosa : Uma Terra e Um Povo


Discos
- Grupo Musical “As Concertinas do Vale do Tejo”


Cartas ao director


Festivais folclóricos
- Dia 3/02 : Rancho Folclórico “Saudades de Portugal” de Champigny-sur-Marne (França)







Fevereiro 2008 - Nota Editorial : Falsas chamadas [da Federação do Folclore Português]

Não é verdade que o Jornal Folclore tenha recebido em tempo recente informação das realizações da Federação do Folclore Português, sendo assim descabidas afirmações como: “foram convidados, não vêm porque não querem”. Bem sabemos que a um jornalista lhe assiste o pleno direito de comparecer em qualquer evento público. A ética exige, contudo, bons princípios, como se informe e se convide quem se achar por bem comparecer aos eventos ou iniciativas da entidade organizadora. Uma notada ausência da comunicação social dos vários eventos da Federação, é a prova provada da falta desse preceito.

A novidade da chegada à nossa Redacção, na antevéspera do último Congresso, dando conta da sua realização e da tomada de posse dos novos corpos sociais e convite para estarmos presentes – única informação da FFP recebida nos últimos anos! – levou mesmo a que tivéssemos divulgado a originalidade da informação entre o nosso grupo de colaboradores.

Naturalmente que o envio de eventual informação para este Jornal dispensará o anunciado “aviso de recepção”, como igualmente também já foi ventilado por alguns dirigentes do organismo.

Sendo estranha a ausência de informação a um órgão de comunicação da especialidade, (outros órgãos da informação escrita e falada se queixam da mesma omissão), é no mínimo anormal um frio distanciamento e de cooperação dos principais dirigentes da FFP para com um Jornal que trata em exclusivo da temática.

Sem carência de textos para preencher o planeamento de cada edição do Jornal, porventura a Federação terá necessidade de ver promovida a sua actividade e divulgadas as suas realizações. O ex-Vice-Presidente Ludgero Mendes bem se esforçou para suprimir a lacuna, prometendo no início do anterior mandato que passaria então a haver um assíduo contacto com a comunicação social, muito em particular com o Jornal Folclore, enquanto órgão da especialidade. Certo é que os serviços administrativos do organismo nunca chegaram a inscrever os vários órgãos de informação no seu cardápio de endereços, tendo em conta uma ausência sistemática de informação, que sempre foi silenciada. Um estranho lápis azul terá mesmo imposto que conhecimento o Jornal Folclore não recebesse qualquer informação.

Tão claro quanto convincente!





Fevereiro 2008 - Editorial : A apatia

Um inquérito realizado no Algarve junto da população estudantil concluiu-se por uma preocupante apatia da camada jovem ao folclore. O entendimento dos jovens sobre a vertente cultural é praticamente nulo, enquanto a receptividade à dança folclórica é vã. Por isso, afirmam “não participar nem apreciar este tipo de dança”. A análise dos resultados revelou ainda um desconhecimento considerável face à dança folclórica tradicional por parte dos estudantes, que revelaram “gostar pouco, ou mesmo muito pouco deste tipo de dança, além de não assistirem com frequência a espectáculos de dança folclórica”.

A imagem caricata e ridícula que subsiste do Folclore estará – uma vez mais – associada à insensibilidade e ao desapego de boa parte da juventude a esta vertente cultural. A pedagogia tarda e o desempenho não melhora o conteúdo. As más representações proliferam, com amostras quase sempre grotescas, sem atracção nem encanto, sem motivo nem interesse.

Os bons projectos são uma escassa minoria num universo abissal de representações tidas como tradicionais. Passeiam-se quase “embaraçados” por entre tantas outras formações desadaptadas da sua realidade tradicional / regional. O seu lugar passa a secundário e sempre despercebido, porque o desempenho não foi espectacular, aparatoso e pitoresco!

A informação do conhecimento tarda. Logo na escola. A pedagogia da cultura é como que uma prelecção ilegal numa aula que seria também de formação.

Enquanto isso, centenas chafurdam na poça, imperturbados perante a irresponsabilidade da representação. Com a culpa dos organismos e instituições com obrigação de regular e fazer disciplinar o movimento.





Fevereiro 2008 - Estudo sobre a dança folclórica no Algarve recebeu prémio internacional : Estudantes do Algarve pouco receptivos à dança folclórica

Um estudo recentemente feito na região do Algarve por duas docentes da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, da Universidade do Algarve, concluiu pela apatia da camada estudantil à dança folclórica. A profundidade do estudo valeu à autora o 1.º prémio para a melhor comunicação científica no Congresso Internacional de Turismo da Região de Leiria e Oeste, realizado em Novembro do ano transacto em Peniche. O estudo pretendeu saber da noção que os estudantes universitários do Algarve têm do folclore e sua relação com o turismo.

Que receptividade demonstram os estudantes do ensino superior no Algarve face à dança folclórica? Pouco, ou mesmo muito pouco. Esta é a conclusão extraída do estudo realizado por Cláudia Henriques e Maria João Custódio, respectivamente docente e investigadora da Universidade do Algarve, que subordinaram ao tema “Turismo e dança folclórica em Portugal. Que futuro?”. A comunicação, vencedora do Congresso Internacional - Turismo da Região Leiria e Oeste, que decorreu em Novembro último, inscreve-se no âmbito de um projecto mais alargado que visa reflectir sobre outras dimensões da relação entre a dança folclórica e o turismo.

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Fevereiro 2008 - Grupo Folclórico da Ereira (Montemor-o-Velho)

De férteis e produtivos campos, a paisagem deixa-se dominar pelo principal protagonista da região: o majestoso rio Mondego. De mansinho nos meses estivais, torna-se ameaçador nas rigorosas invernias, quando o seu avassalador caudal galga impiedosamente as margens destruindo bens e culturas. Mas ao Mondego as vastas terras de arrozais, que se estendem pela várzea a perder de vista, devem o seu cultivo, bebendo no leito a água que enche os canteiros rendosos do tão necessário alimento. A planura dos campos, confere à região uma característica incomum, onde as elevações rareiam.

Na Ereira respira-se ainda uma atmosfera de burgo antigo. As gentes mantêm uma tradicional afeição à ruralidade de outrora, mexendo a terra e tornando-a abundante e rendosa. O espírito comunitário de entre ajuda e de partilha permanece bem vivo entre a comunidade. As raízes culturais tradicionais preservam-se graças à acção do Grupo Folclórico. Hábitos e costumes revivem-se na forma de trajar, de cantar e de dançar. Os anciãos relembram os hábitos feitos tradição, enquanto os mais novos procuram entender tão peculiares aspectos da cultura popular dos seus antecessores. O folclore, que retrata as vivências de um tempo distante, revive-se sempre que o Grupo Folclórico da Ereira dança e canta. As origens preservam-se sem acerbado saudosismo. Pela vontade de reescrever a história e manter uma cultura.

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Fevereiro 2008 - Rancho “Os Camponeses” de Riachos iniciou as comemorações das Bodas de Ouro

Mais de trezentos antigos e actuais componentes, cooperantes e amigos do Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos, Torres Novas, reuniram-se no dia 13 de Janeiro em salutar convívio num restaurante da região para comemorarem a passagem do 50.º aniversário do seu rancho, que este ano se regista. A efeméride será, aliás, assinalada com a realização de outros actos, sendo que no dia 19 o programa se caracterizou de forma mais solene, contando com a presença de ilustres convidados, naturalmente cooperantes e simpatizantes do agrupamento. Ainda no dia 29 de Fevereiro, a fadista Teresa Tapadas, componente do rancho, organizou uma noite de Fados na sua Tertúlia, nos Riachos, colaborando desta forma no aniversário do seu rancho.

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Fevereiro 2008 - Presidente da República e o Primeiro Ministro ouviram cantar as Janeiras

Tradicionalmente grupos populares ou de raízes tradicionais levam ao Presidente da República e ao Primeiro Ministro, por altura da quadra natalícia, cânticos tradicionais de boas-festas, que expressam também votos de Bom Ano. Foi isso que aconteceu uma vez mais no dia 6 de Janeiro, Dia de Reis, com as visitas de vários grupos à Presidência da República e do Grupo Típico O Cancioneiro de Águeda à residência oficial do Primeiro Ministro. Os grupos foram recebidos em ambiente de cordialidade e os cânticos e as mensagens de um bem-aventurado novo ano foram ouvidos com especial atenção pelo mais alto magistrado da Nação e pela sua esposa, Prof. Aníbal Cavaco Silva e Dr.ª Maria Cava do Silva, como pelo responsável do Governo, Eng.º José Sócrates.

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Fevereiro 2008 - O Grupo Académico de Danças Ribatejanas distingue o Jornal Folclore como Sócio de Mérito

A direcção do Grupo Académico de Danças Ribatejanas, de Santarém, deliberou em Assembleia Geral distinguir o Jornal Folclore, elegendo-o como seu Sócio de Mérito, decisão que justifica pela “divulgação das iniciativas que o Grupo tem promovido periodicamente, para cujo êxito muito tem contribuído a prestigiosa colaboração de tão importante órgão de comunicação social”, lê-se na informação.

É um dever deste órgão de comunicação social promover as iniciativas que estão subjacentes ao movimento folclórico nacional. E as meritórias realizações que o Grupo Académico de Danças Ribatejanas tem desenvolvido são merecedoras de todo o apoio da comunicação social, muito em especial da imprensa da especialidade.

É do seguinte teor a comunicação enviada ao nosso Jornal pela direcção do Grupo Académico:
“Senhor director. Com a expressão dos nossos respeitosos cumprimentos, vimos pelo presente ofício dar conhecimento a V. Ex.ª que o Grupo Académico de Danças Ribatejanas, de Santarém, em reunião ordinária da sua Assembleia Geral, realizada hoje, aprovou por unanimidade conferir ao Jornal Folclore, de que V. Ex.ª é mui prestigiado director, a distinção de Sócio de Mérito, proposta pela Direcção.
Esta distinção ora aprovada, decorre do reconhecimento da notável acção que o Jornal Folclore tem vindo a desempenhar em favor da cultural tradicional portuguesa, designadamente da divulgação das iniciativas que o Grupo Académico de Danças Ribatejanas tem promovido periodicamente, para cujo êxito muito tem contribuído a prestigiosa colaboração de tão importante órgão de comunicação social.
Aceite a expressão cordial do nosso profundo reconhecimento e a afirmação e inequívoca da nossa consideração pessoal e institucional”.
Pela direcção, Ludgero Mendes, director






sábado, 5 de janeiro de 2008

Jornal Folclore / Fevereiro 2008 - Alguns títulos da edição N.º 144

Edição N.º 144 (Fevereiro 2008)
www.jornalfolclore.blogspot.com



Destaques
- Estudantes do Algarve pouco receptivos à dança folclórica


Notícias


Reportagem


Discos


Opinião


Secções / Esfinge


Cartas ao director


Festivais folclóricos
- Agenda de Fevereiro 2008





Fevereiro 2008 - Estudantes do Algarve pouco receptivos à dança folclórica

Um estudo recentemente feito na região do Algarve por duas docentes da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, da Universidade do Algarve, concluiu pela apatia da camada estudantil à dança folclórica. A profundidade do estudo valeu à autora o 1.º prémio para a melhor comunicação científica no Congresso Internacional de Turismo da Região de Leiria e Oeste, realizado em Novembro do ano transacto em Peniche. O estudo pretendeu saber da noção que os estudantes universitários do Algarve têm do folclore e sua relação com o turismo.

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sábado, 22 de dezembro de 2007