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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Jornal Folclore / Maio 2008 - Sumário da Edição N.º 147

Edição N.º 147 (Maio 2008)
www.jornalfolclore.blogspot.com


Nota Editorial
- O sentido das coisas


Editorial
- A escola e o folclore


Grande reportagem
- Fernando Ferreira, Presidente da Federação do Folclore Português


Destaques
- Folclore travestido : Ranchos com mulheres de calças…
- Costumes e danças no palco do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém : Espectáculo Raízes mostrou o outro folclore


Reportagens
- Milhares de trajes regionais coloriram o Santuário de Fátima
- Jornadas Etnográficas de Setúbal evocaram hábitos tradicionais da região


Notícias
- França: festival de folclore português em Bourges
- Grupo Etnográfico dos CTT do Porto completa 25 anos
- Grupo de Folclore da Casa de Portugal em Andorra comemora aniversário
- Rancho Folclórico de Parceiros festejou 30.º aniversário
- Figueira da Foz: FestiMaiorca entre 19 e 24 de Julho
- Rancho de Aveiras de Cima assinalou 48.º aniversário com festa de Folclore
- Grupo Danças e Cantares de S. Martinho do Bispo comemora 30 anos
- Federação do Folclore Português prepara a realização de iniciativas
- ‘Terras de Mar com Bacalhau’, tema do IV Festival de Viana do Castelo
- ‘Tocar de Ouvido’ reúne tocadores em Évora
- Rancho Folclórico da Lapa ao encontro das raízes
- Ainda a propósito do 12.º aniversário do Jornal Folclore (mensagens)
- Etnográfico da Região de Coimbra regressou de uma viagem ao Brasil
- Rancho do Vale do Paraíso comemora as Bodas de Prata
- Grupo Folclórico de Castelo do Neiva: tarde de Folclore assinalou aniversário
- A Romaria da Senhora do Almurtão sem corridas de novilhos e sem requeijão
- Folclore do Minho exaltou-se na Discoteca Paradise Garage em Lisboa


Esfinge
- Não é folclore, mas..., pelo Dr. Aurélio Lopes


Inovação / Tradição
- A propagação (dos erros), pelo Eng.º Manuel Farias


Discografia


Novos Corpos Gerentes


Cartas ao director


Festivais folclóricos
- Maio 2008






Jornal Folclore / Maio 2008 - Nota Editorial : O sentido das coisas

Um frio relacionamento entre os principais responsáveis da Federação do Folclore Português e do Jornal Folclore, que decorreu nos últimos três anos, levou à ausência de noticiário e de reportagem das iniciativas da Federação neste Jornal, quebrando uma desejada cooperação institucional. Por consequência, um impertinente marasmo aconteceu no amigável relacionamento pessoal entre o presidente da Federação e nós próprios. Os motivos são publicamente conhecidos: a incómoda linha editorial do Jornal, que não foi compreendida e nem sempre recebida a contento em relação a algumas decisões do organismo. Um leal aperto de mão (e um sincero abraço de amigos) selou uma velha amizade entre os dois responsáveis e pôs um ponto final em algum azedume aparecido nos tempos mais recentes.

Espera-se que ora avante, os responsáveis visados encontrem a via da harmonia e da paz institucional, guiados pelos efectivos princípios éticos: o respeito mútuo pelo dever à crítica construtiva no que concerne a este órgão de comunicação social, e no impreterível dever de cooperar com o órgão de comunicação escrita da especialidade, no que cabe à Federação. Sempre nos norteou o espírito de colaboração com a FFP, na promoção e divulgação das iniciativas e actividade do organismo, manifestado aliás, desde as primeiras edições, com a publicação de largas dezenas de notícias e reportagens, e só interrompido por um incompreendido corte de comunicação da instituição com o Jornal.

O direito à crítica alinhada está consagrado no estatuto deontológico do jornalista, superiormente sancionado pela Alta Autoridade para a Comunicação Social. Talvez a regra não tenha sido entendida quanto devia, em determinada altura, pelos responsáveis dirigentes da Federação.

Que melhores ventos soprem ora em diante, concluindo que os tempos de aziago não foram benéficos sequer para o próprio movimento folclórico.





Jornal Folclore / Maio 2008 – Editorial : A escola e o folclore

Um destes dias fomos abordados por uma anciã, que simpaticamente quis elogiar a publicação do jornal Folclore, que admira “pela forma entusiasta com que defende o Folclore”, uma vertente da nossa cultura, que considera “muito importante” mas que no País é “simplesmente esquecida” pelos poderes instituídos, criticava com firmeza. E reforçou: “Nalguns países que conheço o Folclore é parte integrante dos currículos escolares” e assim “os jovens ficam com uma outra percepção do Folclore do seu País”, ao mesmo tempo que “viajam pelas raízes, valorizando os seus conhecimentos”.

Percebemos então que se tratava de uma ex-professora liceal, motivada pelas questões da cultura popular. Inquiriu-nos sobre eventuais diligências que porventura tivessem sido feitas junto do Ministério da Educação, com vista a que o Folclore e as tradições constituíssem parte complementar do sistema de ensino. A resposta negativa terá deixado a ex-docente entristecida, confiada que estava que, posteriormente à sua aposentação, o currículo escolar teria sido já valorizado com o tema sobre cultura popular.

Relembrando a experiência que obteve neste campo, perante o que testemunhou em escolas que visitou noutros países, a nossa interlocutora lamentou “uma continuada pobreza de espírito” dos nossos responsáveis educativos, pela apatia a um vector cultural de primordial importância, como é a cultura popular. “Continuamos incultos e rudes perante os outros, pelas sistemáticas barreiras que se opõem ao enriquecimento cultural”, lamentou a ex-educadora.

Aparentemente parece prevalecer ainda hoje a teoria dos antigos correligionários governamentais, quando entendiam que o povo não deve ser culto, porque enquanto houver falta de cultura, bem podem os governantes dormir descansados. Há conhecimento de iniciativas isoladas de docentes que ensinam o Folclore em períodos extra-curriculares e que merecem ameaça com processos disciplinares, porque o tema “não faz parte do currículo escolar”. Subentende-se…





Jornal Folclore / Maio 2008 - Folclore travestido : Ranchos com mulheres de calças…

O caso não é novo. Na edição de Dezembro de 2006 dávamos destaque a um lapso idêntico, alertando para o erro que possa passear-se inadvertidamente pelos palcos da exibição folclórica. A mensagem chega aonde chega e nunca se espalha de forma tão intensa como era desejável. Idênticos descuidos proliferam entre o movimento folclórico. A sensibilização tarda a chegar e muitas representações continuam num barco à deriva, sem encontrarem bom porto. Nalguns casos a palavra sabedora de quem mais entende da representação da cultura popular tradicional – o folclore – não é ouvida ou não convém ser entendida. Prefere-se a prosápia pela autoria da obra criada, por um idealismo bacoco, maculando de forma ingénua e incauta os valores culturais do povo que nos antecedeu. A realidade que hoje relatamos evidencia um continuado desnorte daquilo que deveria estabelecer-se como regra da representação do folclore.

“Mulheres do rancho obrigadas a vestir calças”. Era este o título que um jornal de Castelo Branco titulava um trabalho de reportagem com o auto-denominado Rancho Folclórico de Ferrarias e Outeiro, daquele concelho. E adiantava o jornalista: “Mulheres a fazer de homens nas actuações é a realidade actual do Rancho. Esta foi a solução encontrada pelo grupo da freguesia de Santo André das Tojeiras, a braços com o problema da falta elementos do sexo masculino”. Por sua vez a dirigente do rancho justifica: “Há muito que não se via a falta de homens no nosso rancho; não nos resta outra alternativa para podermos fazer as nossas actuações.

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Jornal Folclore / Maio 2008 - Grande entrevista : Fernando Ferreira - Presidente da Federação do Folclore Português

“É importante que percebamos que o folclore não é um movimento de competição, mas um exercício de representação”

Fernando Ferreira da Silva é o presidente da Federação do Folclore Português desde 2004, tendo sido reeleito em Dezembro último para mais um triénio. Um novo mandato, novos objectivos e certamente outros propósitos. O líder do actual executivo acedeu a uma conversa-entrevista com o Jornal Folclore, para informação e esclarecimento dos principais pontos do programa de acção e actividades da Federação no período que medeia do corrente ano até 2010. O que vai mudar no exercício do movimento folclórico federado e na gestão da Federação? A imposição das regras estatutárias, que exigem disciplina na postura e representação, vão finalmente ser postas em prática? A pedagogia prevalece para além das regras e regulamentos? Como vão ser escutados e acompanhados os grupos de expressão portuguesa no estrangeiro? Como vão ser regulados os grupos aderentes? E quando é concluído o Centro Nacional de Cultura – a sede da Federação? Questões relevantes que o s agentes folclóricos põem no ar. Fomos à procura das respostas.

Fernando Ferreira da Silva foi desde 2002 presidente em exercício da Federação do Folclore Português, substituindo o então presidente Augusto Gomes dos Santos, impedido de exercer o cargo devido a grave doença. Em 2004 assumiu a liderança da direcção, sendo reeleito no recente sufrágio realizado em Dezembro de 2007. Prepara o programa para o triénio com términos em 2010.

A conversa para a presente entrevista decorreu de forma cordial, dentro do acato pelos valores institucionais, e onde sobressaiu também a estima e o respeito mútuo entre amigos.

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Jornal Folclore / Maio 2008 - Costumes e danças no palco do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém : Espectáculo Raízes mostrou o outro folclore

Tradições, cantigas, danças e música, retratos populares vivos de outras épocas foram apresentados de forma exemplar no dia 5 de Abril no palco do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, por três distintas formações tradicionais. O espectáculo mostrou uma outra forma de interpretar o folclore, nas diferentes vertentes da cultura popular. Um desfiar de hábitos e costumes, do lazer à festa, que apontou um outro folclore, tão desabitual nas comuns apresentações. O espectáculo foi organizado por simpatia do Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Santarém e dos Serviços de Programação do Teatro Sá da Bandeira, que gentilmente fizeram incluir a realização nas comemorações do 12.º aniversário do Jornal Folclore.

Quadros do quotidiano popular do passado foram mostrados no espectáculo Raízes, que foi apresentado no dia 5 de Abril no palco do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, numa gentileza da Câmara Municipal de Santarém, através dos seus Serviços Culturais sob proposta dos serviços de programação do Teatro municipal, e que de forma simpática entenderam integrar na passagem do 12.º aniversário do Jornal Folclore.

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Jornal Folclore / Maio 2008 - Milhares de trajes regionais coloriram o Santuário de Fátima

Cerca de dez mil trajes regionais, representando o mosaico folclórico do País, mostraram-se no Santuário de Fátima no dia 27 de Abril, participando numa peregrinação do movimento folclórico nacional, organizada pela Federação do Folclore Português. A participação foi grande e os desusados modos de vestir alteraram o habitual cenário do Santuário, transformando-o num tapete multicolor, bordado por cada traje, engrandecido por cada alma.

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Jornal Folclore / Maio 2008 - Jornadas Etnográficas de Setúbal evocaram hábitos tradicionais da região

Lembrar e preservar os diversificados aspectos tradicionais da região foi a finalidade da realização das I Jornadas Etnográficas de Setúbal, que decorreram na cidade do Sado no dia 29 de Março. A iniciativa foi do Rancho Folclórico das Praias do Sado, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal. Outras entidades oficiais deram o seu apoio.

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Jornal Folclore / Maio 2008 - Rancho Folclórico do Carregado (Alenquer)

03/05/2008 - Encontro de Folclore Infantil

Às 17 horas.

Participação dos ranchos infantis de: Carregado; Bairro João Paulo II (Felgueiras); Moreira da Maia; Os Águias do Alto Estanqueiro e Bemposta (Loures).


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Rancho Infantil da Casa do Povo de Fátima

04/05/2008 - Festival de folclore

Às 16 horas.

Participação dos ranchos infantis de: Mugideira (Torres Vedras); Casa do Povo de Tábua; “Os Rurais da Lagoa da Palha” (Pinhal Novo) e Casa do Povo de Fátima.


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Rancho Folclórico Flores da Beira (Porto Salvo)

04/05/2008 - Festival de folclore

Às 15 horas.

Participação dos ranchos: Flores da Beira; de Vale de Cavalos (Chamusca); Etnográfico Saloio (Magoito); “Os Palheiros” (Ílhavo); Rosas do Alentejo (Borba) e Ribeira de Fráguas.


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Grupo Folclórico da Região do Vouga (Águeda)

10/05/2008 - 3.º Encontro de Cantares Tradicionais

Às 21h30 horas, no Auditório 13 de Agosto.

Não informa os grupos participantes.


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Rancho Etnográfico “Os Camponeses de Varatojo (Torres Vedras)

10/05/2008 - Festival de folclore

Às 21 horas.

Participação dos ranchos “Os Camponeses de Varatojo”; de Santa Catarina da Fonte do Bispo (Algarve); da Casa do Povo de Pinhão e o Grupo Coral Os Trabalhadores de Ferreira do Alentejo.


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Rancho Folclórico e Etnográfico “Os Oleiros” (Caldas da Rainha)

11/05/2008 - Festival de folclore

Às 15 horas.

Participação dos ranchos: Etnográfico “Os Oleiros”; da Região de Leiria; “Luz dos Candeeiros (Arrimal-Porto de Mós); de Santa Marinha de Crestuma (Vila Nova de Gaia) e Danças e Cantares da Mugideira (Torres Vedras).


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Rancho Folclórico Infantil de São Salvador de Grijó (Vila Nova de Gaia)

11/05/2008 - Festival de folclore

Às 15h30.

Participação dos ranchos infantis de São Salvador de Grijó; Casa do Povo de Aveiras de Cima (Azambuja); “Videiras em Flor” e Correlhã (Ponte de Lima).


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Grupo Folclórico Danças e Cantares da Fonte da Senhora (Alcochete)

17/05/2008 - XX Festival de Folclore da Fonte da Senhora

Às 21h30.

Participação do Grupo Folclórico Danças e Cantares da Fonte da Senhora; Rancho Folclórico As Lavradeiras de Arcozelo; Grupo Etnográfico Danças e Cantares de Assafarge e Rancho Folclórico Regional do Sorraia (Coruche).


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela (Viana do Castelo)

17/05/2008 - Festim Meadela 2008

Às 21h30 na Praça Linha Vale do Lima.

Participação do Rancho Típico de São Mamede de Infesta; Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede; Rancho Poveiro (Póvoa de Varzim) e Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela.


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Rancho Infantil da Casa do Povo de Redondo

17/05/2008 - Festival de folclore

Às 16 horas.

Participação do Grupo de Folclore Infantil da Casa do Povo de Redondo; Rancho Folclórico Infantil da Casa do Povo de Arcena; Rancho Folclórico Infantil dos Recreios da Venda Seca (Belas) e Rancho Típico Saia Rodada (Ribatejo).


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

18/05/2008 - Festival de Folclore Cidade de Lisboa 2008

Às 15h30 no Ringue António Livramento (Edifício da Junta de Freguesia de Benfica).

Participação de: Rancho Típico da Amorosa (Matosinhos); Grupo Etnográfico da Região de Coimbra, Rancho Folclórico de Alenquer; Rancho Folclórico da Ribeira de Santarém e Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho.


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Jornal Folclore / Maio 2008 - Grupo Folclórico Danças e Cantares Verde Minho (A-das-Lebres, Loures)

24/05/2008 - XV Festival de Folclore

Às 21h30, no Grupo União Lebrence em A-das-Lebres, Loures.

Participação do Grupo Folclórico Danças e Cantares Verde Minho; Rancho Folclórico e Etnográfico de São Pedro d’Alva; Grupo Folclórico de Santo André de Lever (Vila Nova de Gaia); Rancho Folclórico e Etnográfico de Manique do Intendente e Grupo de Danças e Cantares do Catujal (Unhos).


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