Mostrar mensagens com a etiqueta Reportagem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reportagem. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Jornal Folclore / Setembro 2008 - Produtos tradicionais passam finalmente a estar protegidos por nova legislação

Lei muda para proteger as pequenas produções

Uma portaria conjunta dos ministérios da Agricultura e da Economia prepara legislação com vista a permitir a fabricação e comercialização de produtos alimentares de confecção artesanal. Em anteriores edições o Jornal Folclore debateu a arcaica legislação das leis portuguesas, na ausência de medidas que preservem os produtos regionais, como os enchidos, os queijos, o pão caseiro e tantas outras iguarias da imaginação popular. Na edição de Julho alertávamos para a omissão do Governo ao não legislar em defesa dos produtos tradicionais, como outros países haviam feito junto da Comunidade Europeia. As Leis generalizavam a confecção e o comércio dos produtos típicos e característicos dos países membros, quando havia prerrogativas para cada País. A portaria n.º 669, de 29 de Julho, vai permitir o licenciamento das pequenas explorações e a comercialização dos produtos de fabrico regional.

Fabricar e vender em pequenas quantidades vai finalmente ser possível aos possuidores de pequenas explorações de produtos de confecção tradicional e regional sem os percalços de caírem na alçada da ASAE (Agência para a Segurança Alimentar e Económica). As instalações artesanais foram dispensadas de licenciamento e as matanças facilitadas. As medidas legislativas vão salvaguardar a continuidade das produções tipo caseiro, permitindo que continuem a chegar ao consumidor final sem o rigor imposto à confecção e fabrico que é exigido às grandes empresas industriais.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]







Jornal Folclore / Setembro 2008 - 30.º Festival Internacional de Folclore de Argoncilhe : ‘Danças do Mundo’ fascinaram as Terras da Feira

O Festival Internacional de Folclore ‘Danças do Mundo’, organizado pela Associação Casa da Gaia, de Argoncilhe, e o seu Grupo Folclórico, concluiu a sua 30.ª edição. Pelas Terras da Feira se espalhou o exotismo dos trajes levado por diversificadas formações folclóricas do mundo, como os ritmos vivos das músicas tradicionais de variadas culturas. Outros seis grupos nacionais ofereceram boa nota ao Festival. A organização assegurou uma perfeita realização, enaltecida pelos grupos participantes.

Entre 16 e 28 de Julho o concelho de Santa Maria da Feira – e particularmente a sede do Festival, Argoncilhe – viveu de forma intensa a 30.ª edição do Festival Internacional de Folclore nas Terras da Feira ‘Danças do Mundo’, uma cuidada organização da Associação Casa da Gaia e do seu Grupo Folclórico. Uma boa selecção das formações internacionais e nacionais aferiu ao Festival uma nota de qualidade muito positiva. A Eslovénia, Colômbia, Roménia, Sérvia, Perú, Geórgia e a Moldávia foram os países representados, enviando formações de excelente nível artístico.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]







Jornal Folclore / Setembro 2008 - Festival Internacional de Folclore dos Açores : A grande festa insular

A XXIV edição do Festival Internacional de Folclore dos Açores encheu a Ilha Terceira de festa durante oito dias com o folclore de outras paragens do mundo e também do continente português e insular. Oito formações estrangeiras – entre algumas centenas que se propuseram participar – representaram outros tantos países, a que se juntaram quatro representantes nacionais, constituindo um painel diversificado de curiosos aspectos da cultura de distintos povos do mundo. Os trajes, a música e uma incomum forma de dançar contagiaram os milhares de pessoas que assistiram às diversas sessões do Festival. “Confirmamos a realização de um dos melhores festivais de folclore do País e o maior dos Açores”, garante o presidente do COFIT – Comité Organizador de Festivais Internacional da Ilha Terceira, organizador do Festival.

O exotismo e a excentricidade da presença internacional contrastaram com a singeleza dos representantes nacionais, fiéis tradutores dos aspectos tradicionais das suas regiões, no Festival Internacional de Folclore dos Açores. Uma atenta selecção dos grupos estrangeiros, resultado de uma rigorosa triagem feita entre cerca de trezentas formações que se propuseram deslocar-se à Terceira, proporcionou a presença de prestigiadas embaixadas dos países representados – Colômbia, Itália, Espanha, França, Geórgia, Hungria, República Checa e Sérvia.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]







Jornal Folclore / Setembro 2008 – FESTARTE : entre o alto nível artístico das formações estrangeiras e a elevada qualidade das participações nacionais

As Freguesias de Leça da Palmeira e São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos, viveram de forma efusiva a 11.ª edição do FESTARTE. O programa iniciado a 24 de Julho estendeu-se até 3 de Agosto e contou com a participação de sete formações estrangeiras e onze grupos nacionais. Diversos actos de carácter cultural e social preencheram o vasto programa, que se concluiu pelo êxito da organização, o Rancho Típico da Amorosa e o Rancho Típico de São Mamede de Infesta.

Distintas formações artísticas e culturais, representativas de diferenciados países do mundo mostram-se no FESTARTE, o Festival Internacional de Folclore de Leça da Palmeira e de São Mamede de Infesta, uma organização conjunta do Rancho Típico da Amorosa e do Rancho Típico de São Mamede de Infesta. Para além do folclore dançado e cantado pelas variadas formações, o Festival mostrou ainda o artesanato, a gastronomia e as tradições dos países representados.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]







Jornal Folclore / Setembro 2008 - Reviver memórias que ainda não adormeceram : Mareada de sargaço na Apúlia

O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia fez reviver na praia o secular costume da apanha do sargaço. Homens e mulheres foram mar adentro para tirar às águas o sargaço que a mareada trouxe. A recriação foi perfeita e ao vulgar observador, a revivência da tradição terá sido um acto habitual dos homens e mulheres da Apúlia. Tudo não passou da recriação de uma prática que há muito se perdeu no tempo. Os Sargaceiros querem assim manter vivos aspectos singulares da sua cultura que caracterizaram uma comunidade, uma terra e uma região. O acto registou-se em filme, para memória futura.

De galhapão em riste, prontos para o combate com as ondas, os sargaceiros enfrentaram o ímpeto das águas carregadas do desejado moliço. As mulheres, prevenidas com a carrela, estão prontas para a entreajuda. A lide, árdua e perigosa, traduz a luta dos sargaceiros com o mar, recolhendo das águas o fertilizante orgânico para as suas terras de cultivo hortícola. O precioso adubo tornava os areais inertes e incultos da zona costeira em solos vivos e férteis.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]







segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Jornal Folclore / Agosto 2008 - Em nome do folclore não! Ranchos Folclóricos ou grupos de excursionistas?

A representação do folclore teima em não se disciplinar, tantos são os lapsos que falseiam e deturpam a retratação da componente etnográfica – os trajes – e folclórica – as danças e as cantigas. Vestir um traje é um acto de representação que exige respeito pela figuração que se trás a público, porque se retratam quem outrora o exaltou com brio e muito decoro. Por isso, a veste tradicional obriga a que a usamos com compostura e dignidade, por deferência e consideração aos antepassados. Ao grupo de folclore se exige a reprodução correcta dos hábitos e costumes, das danças e das cantigas que se tornaram apanágio das comunidades de outrora.

O desalinho com que alguns elementos de grupos de folclore se apresentam publicamente, antes e depois das exibições, é algumas vezes confrangedor, senão mesmo arrepiante. Com efeito, quando se assume uma representação, deve-se faze-la com desvelo e decência. No caso dos agrupamentos folclóricos, essa representação deverá respeitar a memória de quem se representa – os avoengos – e que à dita representação se afectam. O estudo à sua forma de ser e de viver, diz-nos que sempre foram briosos na sua humilde postura de vestir, de aparecer à vista de outrem. O comportamento que amiudadas vezes se vê em representações que se têm como folclóricas, deixa antever uma desmedida falta de cuidado (…)

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Agosto 2008 - O folclore português em debate na Venezuela : Congresso reuniu trezentos folcloristas portugueses em Caracas

O Clube de Jovens Folcloristas na Venezuela e o Grupo Folclórico “Os Lusíadas” organizaram o I Congresso e Debate público sobre o folclore português com vista a valorizar a representação do folclore de expressão portuguesa que se apresenta naquele País da América Latina. O interesse à volta da iniciativa levou ao Centro Português de Caracas cerca de trezentos praticantes e dirigentes dos trinta grupos portugueses organizados em todo o País. A informação foi levada por prelectores idos de Portugal, saciando a interessada plateia.

O I Congresso sobre o Folclore Português na Venezuela pautou-se por um enorme êxito. A iniciativa do Clube de Jovens Folcloristas Portugueses na Venezuela (CJFP-V), com a colaboração do Grupo Folclórico “Os Lusíadas”, terá valido pelo invulgar interesse que suscitou entre uma excepcional camada de representantes do folclore português na Venezuela. Num universo de cerca de trinta grupos folclóricos, fizeram-se representar vinte e sete, alguns idos de localidades bem distantes, sedeados em regiões que distam mais de trezentos quilómetros de Caracas. Foram assim muitos os folcloristas lusos que se deslocaram ao Centro Português de Caracas, naturalmente ávidos de esclarecimentos a eventuais dúvidas sobre a representação dos grupos que participam. O interesse demonstrado pelos atentos congressistas, que se afirmou particularmente no período de debate, surpreendeu os conselheiros que viajaram de Portugal a convite da organização. Muitas foram as dúvidas que pediram esclarecimento, e no final foi manifesta a satisfação dos folcloristas pela informação recolhida. A realização de idênticas organizações foi, no fim, muito reclamada. (…)

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Agosto 2008 - Ainda da Venezuela ...

- Festival com laivos de bom folclore luso
- ‘Conversas à Lareira’: espaço de formação
- Venezuela. Tão longe e tão perto! - Por Ludgero Mendes
- OPINIÃO: “A falta de informação é nosso maior problema. Será que haverá alguém interessado em dar-nos respostas? Por Maciel Gomes
- Em embrião a formação de uma Federação do folclore português na Venezuela
- O que disse a imprensa lusa em Caracas
- Conclusões

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]







Jornal Folclore / Agosto 2008 - Grande produção artística inter-associativa em Águeda : Rio Águeda transbordou de emoções com o espectáculo ‘Rio Povo’

As águas do rio Águeda inundaram de forma delicada as arborizadas margens, no sítio da piscina fluvial do atractivo rio, que banha a linda cidade de Águeda. Assentadas sobre o leito, bem arquitectadas construções receberam cerca de duzentos participantes, que ofereceram aos milhares de espectadores, que se acomodavam nas bancadas montadas numa das margens, tão belos momentos de apoteose artística. Protagonizadas pelos “actores” recrutados em grupos folclóricos e associações culturais, as tradições de ontem, enraizadas nos costumes ligados ao rio, enlearam-se com a linguagem artística contemporânea da música e dos sons. A iniciativa está integrada no projecto Agitágueda, da Câmara Municipal de Águeda e é desenvolvido pela Associação d’Orfeu.

O memorável espectáculo que o ano passado teve a sua primeira edição, era esperado com natural ansiedade pela população de Águeda. ‘Rio Povo’, um projecto inter-associativo a merecer todos os aplausos, aconteceu este ano nos dias 11 e 12 de Julho, com redobrado interesse. Os lugares limitados disponibilizados numa bancada erguida numa das margens do rio foram escassos para receberem todos os que queriam ver o maravilhoso espectáculo. (…)

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Agosto 2008 - Folk Cantanhede na lista de honra entre os Festivais Internacionais

Seis formações estrangeiras e quatro nacionais completaram o painel de grupos participantes na 3.ª edição do Folk Cantanhede 2008 – Semana Internacional de Folclore de Cantanhede, que decorreu na cidade gandareza entre 5 e 12 de Julho. Muito público acorreu às diversas sessões do Festival. Nas galas de abertura e de encerramento, a Praça Marquês de Marialva recebeu verdadeiras multidões, e nas demais sessões realizadas pelo concelho, o número de assistentes superou todas as expectativas. No campo social, pelo convívio entre os participantes de variados países, o Festival assume também papel importante. A organização é do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Cantanhede.

Uma perfeita organização, que levou ao sucesso das duas sessões anteriores e da que decorreu entre 5 e 12 de Julho último, colocou já o Festival Internacional Folk Cantanhede entre os eventos de maior qualidade que se realizam em Portugal. Com efeito, o projecto, nascido há apenas três anos, já conquistou o público, as entidades oficiais e particulares da região gandareza, como os patrocinadores. As sessões são assistidas por verdadeiras multidões (…)

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








sexta-feira, 25 de julho de 2008

Jornal Folclore / Julho 2008 - Produtos tradicionais estão desprotegidos por omissão do Governo

O assunto já mereceu aqui desenvolvido tratamento: a falta de regulamentação sobre o fabrico e comercialização dos produtos típicos tradicionais. Pegamos hoje nele para darmos a conhecer aos leitores recomendações e alguns alertas da especialista Ana Soeiro, autora do maior levantamento de produtos tradicionais portugueses, e que a jornalista Sofia Rodrigues tratou numa edição do jornal Público. As críticas quase sempre atribuídas às regras europeias fazem escapar as culpas dos sucessivos governos de Portugal ao não protegerem, através de uma simples comunicação ao Parlamento Europeu, as formas práticas e tradicionais sobre a composição e a produção dos nossos produtos regionais típicos, libertando-os das acções fiscalizadores e altamente punitivas da entidade reguladora – a ASAE.

“Práticas de fabrico de produtos típicos podem não violar a lei comunitária. Especialista acusa governos de não protegerem os produtos tradicionais”. A jornalista Sofia Rodrigues titulava desta forma o seu trabalho, publicado no jornal Público, sobre a falta de protecção governamental aos nossos produtos tradicionais.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Julho 2008 - A festa do folclore português em Santarém

Trajes regionais de todo o País exaltaram-se na Feira Nacional de Agricultura

Desiguais por força da característica regional. De confecção ostentosa ou mais despretensiosa, os trajes tradicionais de todo o País coloriram e animaram a Feira Nacional de Agricultura, em Santarém. O característico espaço do Centro Nacional de Exposições encheu-se de tipicismo, de cultura e de tradição. Cada traje cunhava um pedaço do País rural e simultaneamente senhoril, evidenciando gostos e costumes de classes sociais distintas, da plebe à nobreza. De festa ou de trabalho, mais garridos ou patenteando uma primária sobriedade, cada veste diferenciava-se pela circunstância do seu uso. O painel etnográfico de Portugal, rico e vasto, desenhou-se de forma sublime, colorindo e animando o emblemático recinto da capital ribatejana. A Federação do Folclore Português deu o aval à organização, aferindo a qualidade das representações.

O folclore e a etnografia do País voltaram em força à Feira Nacional de Agricultura – Feira do Ribatejo. Cerca de sete dezenas de grupos folclóricos encheram de vida e de alegria o recinto da emblemática realização escalabitana durante os dias da sua realização. Mas logo na abertura quarenta agrupamentos folclóricos, representantes de outras tantas regiões etnográficas do País, deixaram de forma vincada a marca tradicional de alguns dos seus mais característicos trajes populares. Mas não só o folclore cantado e bailado se mostrou na Feira; também usos e costumes marcados pela tradição das diferentes regiões subiram ao palco.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Julho 2008 - Porto: Feira Rural em Paranhos levou a uma viagem ao passado

O Jardim da Arca d’Água, em Paranhos (Porto), transfigurou-se nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, recebendo mais uma edição da Feira Rural à moda antiga, organizada pelo Rancho Folclórico de Paranhos. O aprazível espaço recuou ao início do século XX, quando ali tinha lugar a secular Feira de São Miguel. Cerca de cinquenta grupos de folclore fizeram a representação dos hábitos populares de outros tempos, trajando como há cem anos atrás e comercializando os produtos da sua confecção e produção, dando a comer os petiscos da tradição. A iniciativa foi mobilizadora de muito público.

A encenação foi cuidadosamente preparada. Os participantes trajados a rigor e as bancas de vendas imitando as estruturas de outrora. Retratar um passado com cem anos foi o objectivo da organização – o Rancho de Paranhos – que há oito anos arriscou a realização da iniciativa, com êxito crescente em cada edição. A Junta de Freguesia de Paranhos apoia o evento, como a empresa Porto Lazer.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Julho 2008 - Grupo Folclórico de Faro comemorou 78.º aniversário à mesa e com espectáculo de folclore

Na sua habitual forma peculiar de viverem o folclore e conviverem salutarmente, os elementos do Grupo Folclórico de Faro reuniram-se em clima de festa e amizade para assinalarem o 78.º aniversário do prestigiado grupo. Apoiantes e antigos cooperantes juntaram-se ao festim, num almoço servido na Quinta agrícola de Álvaro Passo, no Sítio da Jardina, periferia de Faro. Individualidades locais fizeram questão de participar…

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Julho 2008 - Besclore organiza Encontro de Cultura Tradicional no Terreiro do Paço : O Minho desceu a Lisboa

Uma autêntica parada de motivos da cultura popular tradicional do Minho encheu de festa o Terreiro do Paço, em Lisboa, nos dias 14 e 15 de Junho. Aconteceu a III edição do Encontro de Cultura Tradicional minhota, uma organização do Grupo de Danças e Cantares Besclore – uma vertente cultural do Grupo Desportivo dos Trabalhadores do Banco Espírito Santo. A iniciativa foi participada por cinco agrupamentos folclóricos e um grupo de bombos, representativos das regiões do Alto e Baixo Minho. Milhares de pessoas foram atraídas à sala de visitas da capital.

A Praça do Comércio, em Lisboa, recebeu nos dias 14 e 15 de Junho uma autêntica romaria minhota, com vários grupos folclóricos a protagonizarem verdadeiras rusgas e a mostrarem os seus policromos trajes e a alacridade do seu folclore. Acontecia ali, na emblemática Praça lisboeta, mais um Encontro de Cultura Tradicional minhota. A sonoridade musical das melodias tradicionais convidavam a participar, ou simplesmente a assistir a tão singular manifestação cultural popular.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]







quarta-feira, 4 de junho de 2008

Jornal Folclore / Junho 2008 - Feira rural em Arcozelo: recuar no tempo um século

A Federação do Folclore Português levou à mostra pública mais uma edição da Feira Rural, enchendo de tradição o Parque de Santa Maria Adelaide, em Arcozelo. A iniciativa procura trazer à memória formas de auto-sobrevivência do passado, quando o artesanato, os produtos da horta e os artigos da imaginação popular eram levados para a feira e se trocavam por alguns dinheiros. Uma recriação do folclore que não o folclore cantando e o bailado, e que nos faz recuar ao tempo os mercados populares, retratando com o rigor possível as Feiras de outras épocas. Para que a memória não se perca.

Ser “o mais autêntica possível” é o que exige a organização para que a Feira Rural reedite com fidelidade a tradição. Por isso obriga a um rigoroso regulamento: os produtos devem ser apresentados à maneira antiga (quanto possível) e comercializados em réis, de forma figurativa naturalmente trocados por euros; os feirantes devem estar trajados como na época da retratação e as embalagens dos produtos devem respeitar as matérias de então, como o trivial papel pardo ou papel de jornal; as balanças devem obedecer a modelos antigos: de braços ou de copas. Nada de matérias plásticas e até os preços devem ser tabelados com o velho giz ou o lápis.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Junho 2008 - É urgente que se leve às comunidades no estrangeiro o conhecimento do folclore português

O folclore português no estrangeiro carece de um premente apoio técnico

As raízes culturais tradicionais portuguesas promovem-se de uma forma bem activa no seio das comunidades lusas radicadas em grande parte dos países de emigração, implícito no trabalho de centenas de grupos de folclore ou de inspiração folclórica. Todavia, essas formações progridem mercê de boas vontades, mas quase sempre enfermam de erros de representação, arredados que estão de uma correcta e cuidada recriação dos aspectos etnográficos e folclóricos. É urgente que se promovam as necessárias acções de formação e de sensibilização, ministradas por emissários competentes, estabelecidos nas diversas regiões de Portugal que são representadas pelo movimento folclórico nas comunidades. Ao Estado português competirá ajudar a uma tão necessária e urgente acção de pedagogia e de sensibilização, patrocinando visitas de pedagogos folcloristas, com reconhecidos conhecimentos técnicos. Pelo respeito que nos deve merecer a cultura popular.

Se é certo que por cá, em matéria de sensibilização da representação tradicional, as coisas não correm de forma satisfatória no que respeita à preservação e divulgação dos aspectos culturais e tradicionais, no estrangeiro os “embaixadores” lusos não fogem à regra, instruídos que estão a reproduzir mal o nosso folclore. Salvam-se algumas boas excepções. Todavia raras.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








Jornal Folclore / Junho 2008 - Riachos Intemporal : a dança folclórica num perfeito enleio com a dança contemporânea

Riachos Intemporal’ deu nome a um interessante espectáculo que o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos protagonizou integralmente e apresentou no dia 26 de Abril no palco do Teatro Virgínia, em Torres Novas. A iniciativa integrou-se nas comemorações do cinquentenário do prestigiado grupo ribatejano, que este ano decorre.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]








quinta-feira, 1 de maio de 2008

Jornal Folclore / Maio 2008 - Folclore travestido : Ranchos com mulheres de calças…

O caso não é novo. Na edição de Dezembro de 2006 dávamos destaque a um lapso idêntico, alertando para o erro que possa passear-se inadvertidamente pelos palcos da exibição folclórica. A mensagem chega aonde chega e nunca se espalha de forma tão intensa como era desejável. Idênticos descuidos proliferam entre o movimento folclórico. A sensibilização tarda a chegar e muitas representações continuam num barco à deriva, sem encontrarem bom porto. Nalguns casos a palavra sabedora de quem mais entende da representação da cultura popular tradicional – o folclore – não é ouvida ou não convém ser entendida. Prefere-se a prosápia pela autoria da obra criada, por um idealismo bacoco, maculando de forma ingénua e incauta os valores culturais do povo que nos antecedeu. A realidade que hoje relatamos evidencia um continuado desnorte daquilo que deveria estabelecer-se como regra da representação do folclore.

“Mulheres do rancho obrigadas a vestir calças”. Era este o título que um jornal de Castelo Branco titulava um trabalho de reportagem com o auto-denominado Rancho Folclórico de Ferrarias e Outeiro, daquele concelho. E adiantava o jornalista: “Mulheres a fazer de homens nas actuações é a realidade actual do Rancho. Esta foi a solução encontrada pelo grupo da freguesia de Santo André das Tojeiras, a braços com o problema da falta elementos do sexo masculino”. Por sua vez a dirigente do rancho justifica: “Há muito que não se via a falta de homens no nosso rancho; não nos resta outra alternativa para podermos fazer as nossas actuações.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]






Jornal Folclore / Maio 2008 - Grande entrevista : Fernando Ferreira - Presidente da Federação do Folclore Português

“É importante que percebamos que o folclore não é um movimento de competição, mas um exercício de representação”

Fernando Ferreira da Silva é o presidente da Federação do Folclore Português desde 2004, tendo sido reeleito em Dezembro último para mais um triénio. Um novo mandato, novos objectivos e certamente outros propósitos. O líder do actual executivo acedeu a uma conversa-entrevista com o Jornal Folclore, para informação e esclarecimento dos principais pontos do programa de acção e actividades da Federação no período que medeia do corrente ano até 2010. O que vai mudar no exercício do movimento folclórico federado e na gestão da Federação? A imposição das regras estatutárias, que exigem disciplina na postura e representação, vão finalmente ser postas em prática? A pedagogia prevalece para além das regras e regulamentos? Como vão ser escutados e acompanhados os grupos de expressão portuguesa no estrangeiro? Como vão ser regulados os grupos aderentes? E quando é concluído o Centro Nacional de Cultura – a sede da Federação? Questões relevantes que o s agentes folclóricos põem no ar. Fomos à procura das respostas.

Fernando Ferreira da Silva foi desde 2002 presidente em exercício da Federação do Folclore Português, substituindo o então presidente Augusto Gomes dos Santos, impedido de exercer o cargo devido a grave doença. Em 2004 assumiu a liderança da direcção, sendo reeleito no recente sufrágio realizado em Dezembro de 2007. Prepara o programa para o triénio com términos em 2010.

A conversa para a presente entrevista decorreu de forma cordial, dentro do acato pelos valores institucionais, e onde sobressaiu também a estima e o respeito mútuo entre amigos.

[... Desenvolvimento na edição papel, saiba mais : clique aqui !]