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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Jornal Folclore / Junho 2008 - Sumário da Edição N.º 148

Edição N.º 148 (Junho 2008)
www.jornalfolclore.blogspot.com


Nota Editorial
- Sem tecto


Editorial
- Folclore em remix


Destaques
- Feira rural em Arcozelo: recuar no tempo um século
- É urgente que se leve às comunidades no estrangeiro o conhecimento do folclore português


Reportagens
- Riachos Intemporal : a dança folclórica num perfeito enleio com a dança contemporânea


Notícias
- ‘Serão de Tradições’ fez reviver memórias em Santana do Mato, Coruche
- Folclore de qualidade no Festival do Rancho de Arrimal, Porto de Mós
- Festival ‘Cidade de Lisboa’ confirma o êxito da iniciativa do Etnográfico Danças e Cantares do Minho
- Etnográfico de Cernache do Bonjardim comemora 25 anos com Festival de Folclore
- Excelente tarde de Folclore no Bairro dos Arneiros (Caldas da Rainha)
- Faleceu Maria Otília, uma voz do Rancho do Bairro de Santarém
- O Grupo Folclórico de Faro comemora 78 anos
- Encontro de Tocadores de Concertina na Feira
- Encontro de Cantares Tradicionais em Mourisca do Vouga
- Grupo Folclórico Semear Alegria, de Celeirós festeja 25.º aniversário
- Tocadores de concertina da Póvoa de Varzim sem mãos a medir
- Grupo da Casa do Povo de Ceira assinalou o 46.º aniversário
- O que é “Rio Povo”?
- Festas da Ascensão: costumes e tradições da Chamusca que se queriam revividos foram quase esquecidos
- Rancho de Gemunde participa em actividades escolares
- Santarém recebe Encontro do Folclore Português
- Rancho de Torredeita presta homenagem a dois componentes
- FOLK Cantanhede 2008 reúne culturas de três continentes entre 5 e 12 de Julho
- Rancho “Os Saloios” da Póvoa da Galega comemorou o 40.º aniversário
- Feira Renascentista em Rates
- O Museu Etnográfico da Região do Vouga aderiu ao Dia Internacional dos Museus
- Rancho da Golegã recebe Medalha de Honra e Museu Rural
- Etnográfico do Reguengo da Parada actuou em França
- INATEL passa a Fundação e equipa é substituída
- Festa do caracol no Vale de Santarém
- Encontro de tocadores de concertina e cantadores ao desafio em Mindelo
- Grupos folclóricos recriaram as rusgas ao Senhor da Pedra
- Mau tempo obrigou ao cancelamento da Exposição de Trajes ao Vivo
- Grupo dos Pioneiros de Vendas Novas inaugurou espaço etnográfico
-‘O Povo a Cantar’ com festa marcada para Maio do próximo ano
- Folclore internacional mostrou-se no concelho de Almeirim
- Festa das Rosas em Vila Franca do Lima
- Toques do Caramulo e Galandum Galundaina tomaram o palco do Cine Teatro de Estarreja
- Grupo de realejos conquista plateia e bate a música elitista
- Grupo Típico O Cancioneiro de Castelo Branco distingue o Jornal Folclore como sócio de mérito


Esfinge
- Juízes em causa própria, pelo Dr. Aurélio Lopes


Inovação / Tradição
- Mas as crianças, senhores…, pelo Eng.º Manuel Farias


Discografia


Livros


Novos Corpos Gerentes


Cartas ao director
- Coisas e loisas do Folclore
- Folclore pago à hora
- “Não honraram os compromissos”


"Por qué no te callas?"


Planos de actividades


Opinião
- Contrafacções do folclore
- Postal


Festivais folclóricos
- Junho 2008



Jornal Folclore / Junho 2008 - Editorial : Folclore em remix

O estilo musical remix é uma tendência dos novos ritmos que fazem o gozo da juventude de hoje. O termo significa “remisturar”, introduzindo uma batida animada e efeitos adicionais, criando uma versão mais ritmada. É uma versão criada nos anos 80 na nova música.

A forma ligeira e apressada com que alguns grupos folclóricos exibem as suas melodias – obviamente que nos referimos a grupos de folclore e não a grupos recreativos – leva-nos a pensar que o ritmo remix terá chegado à música folclórica. Ponderadas as circunstâncias, poderemos concluir que algo estará errado na forma de tocar certos trechos do nosso folclore. Em primeiro lugar porque os instrumentos musicais à época a que se reportam as pesquisas (e a representação) não teriam capacidade para desenvolver ritmos tão rápidos. Depois, porque as pessoas dançavam para se recrearem e mesmo conversarem. Logo os movimentos da dança teriam de obedecer a ritmos vagarosos, descansados, quase nostálgicos.

Estranho assim vermos o reportório de certos agrupamentos totalmente transformados, obedecendo a um “estilo remix”. Como se compreende que após três danças, os bailadores de certos grupos se mostrem tão afadigados, esgotados de energias?

Passa por aqui a adulteração primeira do Folclore. Não se respeitando o ritmo das melodias, os passes das danças são trocados por falsos andamentos, que outrora não faziam parte da cadência das modas populares tradicionais.

Vale a pena pensar nisto…







Jornal Folclore / Junho 2008 - Nota editorial : Sem tecto

“No futebol gastam milhões”, comparava o dirigente do um prestigiado grupo de folclore os gastos que a sua autarquia investe no desporto relativamente às migalhas que destina à cultura. É o exemplo do que acontece com muitas outras autarquias. A quantidade de votos que a massa eleitoral do desporto pode deixar nas urnas, comparativamente com um número mais reduzido de eleitores afectos à cultura, leva a atenções mais favoráveis às associações desportivas, sobreponde-se a uma imparcial e mais justa atribuição de apoios – e mesmo de cooperação institucional – relativamente às associações culturais.

O grupo em causa tem andado ao longo de uma já longa existência de casa às costas. A recente reestruturação do organismo que tinha sob a sua tutela a propriedade do edifício onde o grupo detinha um pequeno espaço para ensaiar, levou ao despejo. Postos na rua, dirigentes e componentes deitaram contas à vida. Cerca de meio século a promover a cultura popular da região não lhes dá o direito a um tecto digno, quando a sua cidade se inclui no número das que se endividaram até mais não, para oferecerem um estádio de futebol ao Euro’2004, mas que no pós-evento, foi votado quase ao abandono.

Nem o estatuto de Utilidade Pública ou a medalha municipal de Arte e Cultura ajudam a instituição a dispor de um espaço social digno. Completamente alheia a mais um despejo de uma das suas mais prestigiadas associações – que ao longo de várias décadas tem promovido pelo País e pelo mundo os valores culturais da região, fazendo ainda eco dos seus aspectos turísticos e do património edificado – a autarquia deixa o grupo confiado à sua sorte e à carolice de quantos o constituem, não revelando qualquer propósito para resolver a ingrata situação em que, uma vez mais, se encontra a sua associação. “Estamos outra vez na condição de grupo sem abrigo”, lamentava-se desesperado o presidente do rancho, que começa a revelar alguma impaciência para levar o barco a bom porto. O alheamento da autarquia aos sucessivos despejos do grupo é desmotivador e leva ao desânimo. “A carolice tem limites”, deixa o aviso o dirigente.







Jornal Folclore / Junho 2008 - Feira rural em Arcozelo: recuar no tempo um século

A Federação do Folclore Português levou à mostra pública mais uma edição da Feira Rural, enchendo de tradição o Parque de Santa Maria Adelaide, em Arcozelo. A iniciativa procura trazer à memória formas de auto-sobrevivência do passado, quando o artesanato, os produtos da horta e os artigos da imaginação popular eram levados para a feira e se trocavam por alguns dinheiros. Uma recriação do folclore que não o folclore cantando e o bailado, e que nos faz recuar ao tempo os mercados populares, retratando com o rigor possível as Feiras de outras épocas. Para que a memória não se perca.

Ser “o mais autêntica possível” é o que exige a organização para que a Feira Rural reedite com fidelidade a tradição. Por isso obriga a um rigoroso regulamento: os produtos devem ser apresentados à maneira antiga (quanto possível) e comercializados em réis, de forma figurativa naturalmente trocados por euros; os feirantes devem estar trajados como na época da retratação e as embalagens dos produtos devem respeitar as matérias de então, como o trivial papel pardo ou papel de jornal; as balanças devem obedecer a modelos antigos: de braços ou de copas. Nada de matérias plásticas e até os preços devem ser tabelados com o velho giz ou o lápis.

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Jornal Folclore / Junho 2008 - É urgente que se leve às comunidades no estrangeiro o conhecimento do folclore português

O folclore português no estrangeiro carece de um premente apoio técnico

As raízes culturais tradicionais portuguesas promovem-se de uma forma bem activa no seio das comunidades lusas radicadas em grande parte dos países de emigração, implícito no trabalho de centenas de grupos de folclore ou de inspiração folclórica. Todavia, essas formações progridem mercê de boas vontades, mas quase sempre enfermam de erros de representação, arredados que estão de uma correcta e cuidada recriação dos aspectos etnográficos e folclóricos. É urgente que se promovam as necessárias acções de formação e de sensibilização, ministradas por emissários competentes, estabelecidos nas diversas regiões de Portugal que são representadas pelo movimento folclórico nas comunidades. Ao Estado português competirá ajudar a uma tão necessária e urgente acção de pedagogia e de sensibilização, patrocinando visitas de pedagogos folcloristas, com reconhecidos conhecimentos técnicos. Pelo respeito que nos deve merecer a cultura popular.

Se é certo que por cá, em matéria de sensibilização da representação tradicional, as coisas não correm de forma satisfatória no que respeita à preservação e divulgação dos aspectos culturais e tradicionais, no estrangeiro os “embaixadores” lusos não fogem à regra, instruídos que estão a reproduzir mal o nosso folclore. Salvam-se algumas boas excepções. Todavia raras.

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Jornal Folclore / Junho 2008 - Riachos Intemporal : a dança folclórica num perfeito enleio com a dança contemporânea

Riachos Intemporal’ deu nome a um interessante espectáculo que o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos protagonizou integralmente e apresentou no dia 26 de Abril no palco do Teatro Virgínia, em Torres Novas. A iniciativa integrou-se nas comemorações do cinquentenário do prestigiado grupo ribatejano, que este ano decorre.

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Jornal Folclore / Junho 2008 - Grupo Folclórico da Casa do Povo de Cacia

01/06/2008 - Festival de folclore

Às 16 horas

Participação dos ranchos: Etnográfico do Brinca (Coimbra); Lavradeiras da Trofa; de Cabeça Veada (Porto de Mós); São Martinho do Campo (Santo Tirso); Escola Etnográfica da Casa do Povo de Cacia e Grupo Folclórico da Casa do Povo de Cacia.


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico São Cosme de Gemunde (Maia)

01/06/2008 - Festival de folclore

Às 21h30

Grupos participantes: Rancho Folclórico São Cosme de Gemunde (Maia); Rancho Folclórico da Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo (Matosinhos) e Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos (Águeda).


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico “Os Hortelões” da Ervideira (Mafra)

01/06/2008 - Festival de folclore

Às 16 horas

Participação dos ranchos: “Os Hortelões da Ervideira”; do Vimeiro (Alcobaça); Danças e Cantares do Afonsoeiro (Montijo) e Etnográfico de Pontével.


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico da Casa do Minho (Lisboa)

01/06/2008 - Festival de folclore

Às 16h30 no Jardim Vasco da Gama (Belém)

Participação dos ranchos: da Casa do Minho; Etnográfico de Vale de Açores (Mortágua); de São Cosme (Gondomar); da Nazaré e de São Pedro de Merufe.


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Centro Cultural e Recreativo de Mem Martins (Sintra)

01/06/2008 - XII Encontro de Tocadores de Acordeão, Harmónios e Concertinas

Às 13h30, na sede do Mem Martins Sport Clube (Junto à Capela de Nossa Senhora da Natividade)


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico Infantil das Piçarras (Vendas Novas)

07/06/2008 - 6.º Festival de Folclore Infanto-Juvenil

Às 20 horas

Participação do Rancho Folclórico Infanto-Juvenil das Piçarras; Rancho Folclórico Estrelinhas da Ponte do Areal (Lousã); Rancho Folclórico de Mira de Aire (Porto de Mós) e Rancho Folclórico Infantil “Os Académicos” do Bairro Margaça (Alcochete).


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico da Boidobra (Covilhã)

07/06/2008 - Festival de folclore

Às 21h30

Participação dos ranchos: da Boidobra; Etnográfico de Santa Maria de Cárquere; de Parceiros (Leiria); Típico da Amorosa (Matosinhos); da Casa do Povo de Glória do Ribatejo (Salvaterra de Magos) e Rusga de Arcozelo.


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Grupo de Danças e Cantares da Associação Cultural de Azurara da Beira

07/06/2008 - Festival de folclore

Às 21h30

Participação dos ranchos: Grupo de Cantares da ACAB; Etnográfico da Gafanha da Nazaré; Cantares de Pascoal (Viseu) e Típico de Castelo Branco.


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Grupo Típico o de Ançã (Cantanhede)

08/06/2008 - Festival de Folclore do 30.º Aniversário

Às 17 horas.

Participam o Grupo Típico de Ançã; Danças e Cantares de Perre; Típico da Amorosa; Folclórico e Cultural da Boavista (Portalegre); dos Molenaos (Alcobaça) “Ceifeiros da Bemposta” (Loures) e Casa do Povo de São Brás (Terceira-Açores).


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Grupo Folclórico da Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Braga

08/06/2008 - Festival de folclore

Às 15 horas

Participação dos ranchos: da Delegação de Braga da Cruz Vermelha; As Lavradeiras de São Martinho de Gandra; de Esposade (Matosinhos); de Santa Maria de Moure e de Santa Maria de Moreira (Monção).


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico da Fajarda (Coruche)

14/06/2008 - 26º. Festival Nacional de Folclore

Às 21 horas

Participação do Rancho Folclórico da Fajarda (Coruche); Rancho Regional de Fafel (Lamego); Rancho Folclórico “Os Fontineiros da Maia”; Rancho Folclórico de Mangualde e Rancho Folclórico e Etnográfico “Os Azeitoneiros de Alvorninha” (Caldas da Rainha).


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Grupo Folclórico Recreativo de Tabuadelo (Guimarães)

14/06/2008 - 10º. Festival Nacional de Folclore

Às 21h30

Participação do Grupo Folclórico Recreativo de Tabuadelo; Grupo Folclórico de Cantas e Cramios de Pias; Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alte; Rancho Folclórico e Cultural de Nossa Senhora do Monte (Pedroso, Vila Nova de Gaia) e Grupo de Danças e Cantares de São Tiago de Bougado.


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito Almoster / Santarém

14/06/2008 - Festival de folclore

Às 22 horas

Participação dos ranchos: Etnográfico Danças e Cantares da Mugideira (Torres Vedras); Regional de Argoncilhe (Santa Maria da Feira); de Vila Nova do Coito; Típico de Vila Nova (Coimbra); Rancho Típico da Amorosa (Matosinhos) e dos Moleanos (Alcobaça).


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Jornal Folclore / Junho 2008 - Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arcena (Vila Franca de Xira)

14/06/2008 - Festival de folclore

Às 21h30

Participação dos ranchos: da Casa do Povo de Arcena; da Corredoura (Guimarães); de Gens (Gondomar); “Os Fazendeiros” de Lagameças (Palmela) e Casa do Povo de Redondo.


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