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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Jornal Folclore / Março 2008 - Sumário da Edição N.º 145

Edição N.º 145 (Março 2008)
www.jornalfolclore.blogspot.com


Nota Editorial
- Jornal Folclore, 12 anos


Editorial
- O efeito persuasor


Destaques
- Jornal Folclore, 1996 – 2008 : Doze anos
- 12.º aniversário Jornal Folclore – Mensagens e felicitações
- Produtos tradicionais vão ser preservados por legislação : O que é tradicional é bom !
- Equipamentos constituem espólio do Ecomuseu de Torredeita : Câmara de Viseu quer apropriar-se do património ferroviário cedido pela CP ao Rancho de Torredeita
- Fórum Folkedominho põe jovens a discutir a problemática do folclore


Reportagens
- Batalha: gala de sons da tradição maravilhou na Rebolaria
- Idanha-a-Nova: o Entrudo e a "vaca galhana" em Toulões


Notícias
- Rancho Ceifeiras e Campinos de Azambuja comemorou o 51.º aniversário
- Faleceu António Maia Cardoso
- Trajes antigos de noivos desfilaram em Viseu
- Brasil: financiamento de projectos sobre folclore
- Rancho da Ribeira de Santarém promove curso de tocadores de concertina
- ‘Serrar a Velha’ em Belazaima do Chão
- Grupo Folclórico de Faro reafirma necessidade premente de um espaço funcional
- Com o apoio do Jornal Folclore - Águeda: Rio Povo já "corre"
- 50º Aniversário - Rancho “Fazendeiros de Montemor-o-Novo” comemora Bodas de Ouro
- Grupo de Danças e Cantares de Serzedo festejou as Bodas de Prata com Festival de Folclore
- Etnográfico Danças e Cantares do Minho edita historial em luxuosa publicação e apresenta novo CD
- Município de Faro desenvolve projecto pedagógico de Folclore nas escolas
- Integrado no 12.º aniversário do Jornal Folclore
Espectáculo etno-folclórico no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém
- Venezuela: Poucos grupos interessados no 23º Festival de Folclore
- Padre Ricardo Mónica lança CD com cantigas da religiosidade popular


Opinião
- Nacionalismos na música tradicional. Problemáticas sobre Folclore, por Bertino Coelho Martins


Esfinge
- A Caixa de Pandora, pelo Dr. Aurélio Lopes


Inovação / Tradição
- Dar-se ao respeito, pelo Eng.º Manuel Farias


Novos Corpos sociais


Livros


Planos de Actividades


Cartas ao director


Festivais folclóricos
- Março 2008






Jornal Folclore / Março 2008 - Nota Editorial : 12 anos

Completam-se doze anos de ininterrupta publicação deste Jornal. A história já se conta nas páginas centrais desta edição. Mas uma nota há a salientar na prossecução do projecto: a caminhada quase solitária do editor. Com efeito, uma equipa pensada desde a primeira hora tarda a ocupar os lugares desde sempre vagos, na eventualidade de um mal-estar do único impulsionador. O corpo redactorial continua à espera doutras canetas, doutros toques nos teclados dos computadores, doutras mensagens. O projecto não pode perdurar se continuar suportado apenas num braço-motor, e uma suposta solidez não será o garante da continuidade. Porque, como diz aforismo popular, sem ovos não se fazem omoletas. O Jornal só manterá um regular publicação enquanto alguma engenharia redactorial criadora de textos estiver activa. Como de temas interessantes que valorizem o conteúdo. Porventura terá apenas passado pela cabeça de poucos o esforço que a dita engenharia redactorial exige para estimular a pesada máquina e fazer que cada edição apareça periodicamente cada mês, sem peias nem atrasos. É preciso reflectir sobre isto.

Fazer um jornalismo de secretária nunca foi o nosso ideal, nem isso foi desígnio do padrão que também idealizámos para o projecto editorial que criámos há doze anos. Decidimo-nos por um jornalismo vivo, feito dentro do acontecimento. Daí a reportagem, a entrevista, a informação de tudo quanto nos chega ao conhecimento sobre o movimento folclórico. As viagens sucedem-se. O tempo não conta, mesmo que as horas sejam as da madrugada. Tudo assente numa pura carolice, não remunerada. Para que conste.


Jornal Folclore / Março 2008 - Editorial : O efeito persuasor

I – Num tempo não distante, um conhecido político-governante propôs utilizar parte do orçamento da sua administração em acções de pedagogia junto das camadas jovens, procurando sensibilizar para o arrepio ao consumo de drogas. E então terá dito: “Se a medida livrar um só jovem que seja do caminho pernicioso do consumo de estupefacientes, então já valeu a pena o investimento”.

II – O
Clube de Jovens Folcloristas Portugueses em França desenvolveu um projecto de sensibilização junto dos grupos folclóricos de expressão portuguesa sedeados em várias áreas consulares de França. Chamaram de Portugal individualidades da área do folclore, com vista a espalharem a mensagem da pedagogia para um melhor desempenho dos grupos de representação lusa. Durante dois anos foram várias as acções, individualizadas e colectivas, oferecidas ao movimento folclórico português em França. Como que um lançar da semente à terra, a palavra do estímulo para um melhor trabalho de retratação etno-folclórica espalhou-se. Ficou para reflexão.
Pegando na sentença do político, dir-se-á: se pelo menos um grupo enveredar pelo caminho acertado que a mensagem apontou, já terá valido a pena o esforço dos
Clube de Jovens Folcloristas Portugueses em França. Humano e económico.

III – O Jornal Folclore noticiou na sua edição de Fevereiro que um grupo de jovens folcloristas de Levallois, luso-franceses, estiveram em Portugal para recolherem elementos com vista a reestruturar o seu rancho. Prova provada de que a mensagem deixada pelos emissários de Portugal surtiu algum efeito. Agora, junto dos jovens de Levallois. Quem sabe se, já de seguida, no seio de outros responsáveis folcloristas sedeados noutra qualquer região de França.

Epílogo – A semente começa a germinar e a fazer rebentar novas árvores. Os resultados irão pautar-se por aquilo que os folcloristas-dirigentes e os folcloristas-actuantes quiserem que seja.


Jornal Folclore / Março 2008 - 1996 – 2008 : Doze anos

Nos primeiros dias de 1996 dava-se conta do breve aparecimento do Jornal Folclore. Em 1 de Março surgia o primeiro número. Faz doze anos. Somam-se cento e quarenta e cinco edições, que totalizam mais de três mil páginas de textos, arrolando centenas de entrevistas e perto de um milhar de reportagens. Foram percorridos centenas de milhares de quilómetros, na procura do acontecimento: festivais, recriações, colóquios, congressos. Sucederam-se inúmeras viagens aéreas – Açores, Madeira, França, Canadá. Fazer de cada edição uma publicação viva, tem sido o objectivo. Se calhar tudo muito pouco para quem sempre exige mais. Contudo, o esforço, quantas vezes sobre-humano, tem feito correr a água pela levada, mesmo em ocasiões de ventos contrários e obstáculos no percurso. Alguma coisa foi feita. Para a história do movimento folclórico e para memória futura da própria cultura popular.

A publicação do Jornal Folclore foi idealizada no limiar do ano de 1996, pesados que foram todos os contras, já que à primeira vista os prós seriam muito poucos, ou mesmo nenhuns, como tudo o que mexe e fala de folclore. No esboço do projecto foram (…)

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Jornal Folclore / Março 2008 - Produtos tradicionais vão ser preservados por legislação : O que é tradicional é bom !

O destaque da edição de Março de 2007 do Jornal Folclore, “O que é tradicional é bom”, alertava para um iminente desaparecimento dos produtos tradicionais devido a exigências de leis comunitárias, que as autoridades portuguesas levam à risca, obrigando a rígidas normas na sua confecção e comercialização. A cozinha regional tende a desaparecer se não forem tomadas medidas que salvaguardem a confecção dos nossos gostosos enchidos, dos saborosos queijos ou do tão característico pão regional. A Assembleia de República prepara-se agora para corrigir eventuais exageros no cumprimento das leis, preparando-se para legislar sobre a protecção e preservação dos produtos tradicionais.

“O País invada-se de Feiras de produtos de origem tradicional. Um pouco por todo o lado promovem-se os enchidos, os queijos, os vinhos, a cozinha regional. O público enche os recintos, ávido de experimentar ou deleitar-se com os sabores tradicionais. O comércio está em expansão. Muitas são já as empresas industriais que adaptaram a sua produção às regras da tradição, conferindo aos produtos uma característica “caseira”. As grandes superfícies comercializam os produtos com o selo da origem regional e o carimbo da qualidade tradicional. E o mercado externo abre-se já à entrada dessa riqueza nacional”. Era desta forma que abríamos o nosso trabalho (edição de Março de 2007) sobre os produtos de confecção caseira e artesanal que ao longo dos tempos tornaram apetitosa a nossa cozinha, e que as mais requintadas mesas hoje já não dispensam. Os enchidos da lareira – das morcelas aos salpicões e presuntos; os queijos – da Serra, de Azeitão, de Castelo Branco e do Alentejo – ou ainda o gostoso e estaladiço pão, cozido no forno a lenha, sabem bem e não fazem mal, como diz a sabedoria popular relativamente às comedorias da sua imaginação. (…)

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Jornal Folclore / Março 2008 - Equipamentos constituem espólio do Ecomuseu de Torredeita : Câmara de Viseu quer apropriar-se do património ferroviário

Câmara de Viseu quer apropriar-se do património ferroviário cedido pela CP ao Rancho de Torredeita

O Rancho Folclórico de Torredeita é desde 1989 fiel depositário de bens imóveis cedidos pela CP, na sequência da desactivação da linha do Dão. Da mesma forma a Escola Profissional de Torredeita tem à sua guarda desde 2002, equipamentos ferroviários de cuja cedência resultou a criação de um importante núcleo museológico, parte integrante do Ecomuseu de Torredeita. A Câmara Municipal de Viseu reclama agora a propriedade dos equipamentos, alegando a sua aquisição à REFER (ex-CP), pretendendo assim que o agrupamento disponibilize com a maior celeridade os edifícios e os espaços envolventes. A disputa promete.

Em 27 de Dezembro de 1989, por despacho do director-geral dos Caminhos de Ferro Portugueses, são cedidas ao Rancho Folclórico de Torredeita, a título precário, a estação de Torredeita (…)

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Jornal Folclore / Março 2008 - Fórum Folkedominho põe jovens a discutir a problemática do folclore

O Fórum Folkedominho transformou-se num espaço vivo e dinâmico de discussão da temática “folclore”. Basicamente nortenho, o sítio está na Internet como um canal de reflexão e também de desabafo sobre as mais variadas questões da representação do folclore. Com uma assistência maioritariamente jovem (supostamente), o Fórum abre de forma regular espaços ao debate e ao esclarecimento, privilegiando a pedagogia em relação à cultura popular e à vertente folclórica. Experimente aceder a http://folkedominho.forumvila.com (…)

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Jornal Folclore / Março 2008 - Rancho Folclórico Fazendeiros de Montemor-o-Novo (Alto Alentejo)

15/03/2008 - 50.º Aniversário

Às 21 horas, no Cine-Teatro Curvo Semedo.

Participação do Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo); Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento (Baixo Alentejo); Rancho Folclórico da Ribeira de Santarém (Ribatejo); Rancho Típico de São Mamede de Infesta (Douro Litoral) e Rancho Folclórico Fazendeiros de Montemor-o-Novo (Alto Alentejo).


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Jornal Folclore / Março 2008 - Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima

16/03/2008 - Festival de Folclore

Às 15h00, no Salão Paroquial de Fátima.

Participação do Rancho Infantil a Adulto da Casa do Povo de Fátima; Rancho Folclórico do Covão do Coelho (Minde) e Rancho Folclórico Moleiros da Ribeira (Olival, Ourém).


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Jornal Folclore / Março 2008 - Rancho Etnográfico Danças e Cantares da Alta Estremadura (La Queue en Brie - França)

30/03/2008 - Folk Cantarinhas 2008

Às 14h30 no Salão de Festas Henri Rouart, em Route de Villiers

Participação do Rancho Etnográfico Danças e Cantares da Alta Estremadura, de La Queue en Brie; Rancho Flores do Lima (Ponte da Barca), de Villiers le Bel; Rancho Flores d’Aldeia (Valado dos Frades), de Marly le Roi; Rancho As Lavradeiras de Santa Maria (Felgueiras), de Boulogne Billancourt; Rancho Bord’Água (Ribatejo), de Chaville; Rancho Os Atlânticos (Alto Minho), de Créteil e Rancho Juventude (São Pedro do Sul) de Villeneuve le Roi.


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