
O grupo em causa tem andado ao longo de uma já longa existência de casa às costas. A recente reestruturação do organismo que tinha sob a sua tutela a propriedade do edifício onde o grupo detinha um pequeno espaço para ensaiar, levou ao despejo. Postos na rua, dirigentes e componentes deitaram contas à vida. Cerca de meio século a promover a cultura popular da região não lhes dá o direito a um tecto digno, quando a sua cidade se inclui no número das que se endividaram até mais não, para oferecerem um estádio de futebol ao Euro’2004, mas que no pós-evento, foi votado quase ao abandono.
Nem o estatuto de Utilidade Pública ou a medalha municipal de Arte e Cultura ajudam a instituição a dispor de um espaço social digno. Completamente alheia a mais um despejo de uma das suas mais prestigiadas associações – que ao longo de várias décadas tem promovido pelo País e pelo mundo os valores culturais da região, fazendo ainda eco dos seus aspectos turísticos e do património edificado – a autarquia deixa o grupo confiado à sua sorte e à carolice de quantos o constituem, não revelando qualquer propósito para resolver a ingrata situação em que, uma vez mais, se encontra a sua associação. “Estamos outra vez na condição de grupo sem abrigo”, lamentava-se desesperado o presidente do rancho, que começa a revelar alguma impaciência para levar o barco a bom porto. O alheamento da autarquia aos sucessivos despejos do grupo é desmotivador e leva ao desânimo. “A carolice tem limites”, deixa o aviso o dirigente.
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