Jornal de defesa e divulgação do folclore e etnografia de Portugal
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Setembro 2007 - Editorial : Os instrumentos musicais do esquecimento
Votados a uma completa letargia estão milhares de instrumentos musicais que são anualmente distribuídos com pompa pelo INATEL. O assunto, que trazemos à página 3 desta edição, deve merecer particular atenção do organismo tendo em conta uma generalizada inactividade da esmagadora maioria dos instrumentos distribuídos pelo movimento folclórico e de natureza popular. A necessária formação musical não existe, e sem instruendos habilitados os instrumentos não tocam. Ao invés de se continuar a distribuir de forma ineficaz centenas de aparelhos musicais, bom seria que, por algum tempo, se optasse pela formação musical. Obviamente que não fará qualquer sentido estar-se cada ano a arrumar mais instrumentos na cantareira dos grupos apoiados, juntando-os aos que já lá permanecem na poeira do tempo e sem uso.
Algumas iniciativas, mais ou menos envergonhadas, vão aparecendo no seio de alguns grupos folclóricos, mas com incomportáveis encargos que as suas débeis finanças dos agrupamentos não comportam, como os honorários do formador, eventuais deslocações, refeições, etc. Na maioria dos casos são os formandos que suportam os referidos encargos. O INATEL, com meios técnicos e económicos, patrocinaria as necessárias acções de formação musical, garantindo assim que os instrumentos que se aquietam nas embalagens ainda seladas, se soltem e ofereçam as suas sonoridades. Fica a sugestão.
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