
Um dos elos que continua a ligar o português emigrante à pátria é sem dúvida a linguagem escrita. Indubitavelmente a imprensa regional é um forte contributo para manter esse elo à terra-mãe. O jornal da região de origem que o emigrante recebe semanal, quinzenal ou mensalmente é o emissário do falar português junto das famílias emigrantes, enquanto reforça o interesse das novas gerações habituadas à língua do país acolhedor. Cada edição é lida e relida, cada página é devorada linha após linha. Há assim uma repetida ligação à língua portuguesa. Por isso, o esforço (?) financeiro que o Estado tem com a ajuda ao porte dos Correios dos jornais regionais, mais não será que um contributo importante para a continuidade da palavra em português no seio das famílias portuguesas que estão emigradas no estrangeiro. Parece, contudo, não ser essa a visão do Governo, quando está a retirar a ajuda à imprensa regional dos portes dos jornais enviados para o mundo onde se encontram portugueses sedentos de leitura portuguesa.
Pensamos que seria extremamente útil para a preservação da língua-pátria no estrangeiro, “encher” as associações portuguesas espalhadas pelo mundo de jornais regionais portugueses, quiçá as casas dos emigrantes.
Talvez o Presidente deva, também neste campo, sensibilizar os responsáveis governantes a repensar a sua decisão de cortar um apoio proporcionalmente diminuto, em prejuízo da preservação, protecção e disseminação da língua portuguesa além fronteiras.
Manuel João Barbosa
jornalfolclore@gmail.com
www.jornalfolclore.blogspot.com
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