
Uma uniformidade de trajes, que na formação inicial oferecia ao grupo uma figuração estereotipada, prejudicava a representação tradicional – etnográfica e folclórica – do Rancho de Vialonga. Passeou-se assim pelos palcos do País durante muitos anos. Em 2001 os actuais responsáveis reorganizaram o seu desempenho etno-folclórico, procurando retratar outras formas da vivência popular na região que representa, entre o Ribatejo e a Estremadura saloia. Ainda a tempo rebuscaram nas memórias vivas o folclore validado pelas tradições de um passado anterior a um desenfreado fluxo migratório de outras culturas e costumes, oriundos de variadas regiões do País, que em catadupa invadiu aquela região ribatejana, procurando na indústria o trabalho que a agricultura lhes negava. Recuando no tempo, os “pesquisadores” do Rancho de Vialonga arrolaram costumes e usanças tornados tradição, indagaram das formas de vestir e registaram cantigas e danças rotineiras nos divertimentos populares. Os factos folclóricos estavam preparados para levar à mostra pública [...]
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